Planejamento logístico: 5 ferramentas para usar 2019

planejamento logístico

Junto com o fim de ano vem a responsabilidade de fazer o planejamento logístico da sua empresa. É a hora de colocar no papel tudo aquilo que deu certo e replanejar o que não foi tão bem. A boa notícia é que o próximo ciclo é de esperança para a economia brasileira. Os especialistas mais pessimistas falam em ao menos 2% de crescimento, enquanto os mais ousados falam em até 7% para os próximos três anos.

O fato é que momentos de grande mudança costumam impactar os negócios de forma significativa e por isso precisamos estar preparados. Antes de falarmos sobre as cinco ferramentas que ajudarão a incrementar o seu planejamento logístico, é importante ressaltarmos alguns dados sobre o cenário atual da logística no Brasil:

  • 45% da frota brasileira tem mais que 20 anos;
  • 85% dessa frota é de profissionais autônomos;
  • 58% do transporte é feito por rodovias;
  • 5% a 12% da receita líquida das empresas equivale ao custo logístico,(⅔  apenas com transporte).

Esses são apenas alguns números que nos levam à conclusão de que há muito trabalho a fazer para chegarmos à eficiência máxima e desempenho logístico considerado excelente. Some a isso um importante envelhecimento da frota aliado ao baixo investimento em infraestrutura e veremos que investir em planejamento logístico, mais do que desejável, é necessário.

5 ferramentas para usar em 2019

Traçar um bom planejamento e investir nas tecnologias certas é uma estratégia que pode ser a chave do sucesso para fechar o ano com bons resultados. Porém, diante de tantas opções fica difícil escolher qual delas é a prioritária. O primeiro pensamento que se deve ter em mente, portanto, é que ganhos marginais não podem mais ser considerados irrelevantes. O mercado das empresas orientadas por tecnologias é feito de detalhes, ou seja, o acúmulo de pequenos ganhos é o que fará a diferença nos números no final do dia, mês e ano. A seguir, veja cinco ferramentas que ajudam a garantir esses ganhos:

1. Monitoramento de transferências

O monitoramento de transferências diz respeito à gestão interna da empresa, ou seja, insumos, logística reversa, abastecimento, transferência de CDs e todas as tarefas que sejam realizadas pela empresa para a própria empresa. Há alguns pontos que são frequentemente relatados e que podem ser resolvidos com um sistema especializado, tais como:

Tempo ocioso na fábrica

De acordo com a nossa experiência de observação de clientes, de 30% a 40% do tempo mensal de qualquer ativo ligado à transferências é ocioso. O sistema especializado ajuda a gerenciar para que o ativo seja integrado à cadeia e o tempo de ociosidade seja reduzido.  

Improdutividade em trânsito

Esse desafio é impulsionado principalmente pelas paradas não programadas e também pode ser facilmente resolvido por meio da tecnologia. Basta escolher um sistema que permita acompanhar todas as paradas em tempo real.

Visibilidade antecipada de problemas

Esta dificuldade está mais relacionada à problemas de entrada de insumos na fábrica. Muitas fábricas acabam ficando paradas por falta de insumos por não haver o gerenciamento efetivo dos prazos.

Cadeia de ponta a ponta

Grande parte das empresas têm dificuldade de ter consciência plena de tudo que acontece na cadeia de produção. Portanto, este é mais um dos pontos que precisa ser resolvido.  

Qualidade do produto

Sistemas devem monitorar sensores de temperatura e umidade, por exemplo, para não ter surpresas na chegada do pedido ao seu destino.

Comunicação moderna

Telefone está cada vez mais obsoleto e sendo substituído por aplicativos. Então, se a sua empresa ainda usa essa alternativa para manter a comunicação com os motoristas, já chegou o momento de rever este formato.

2. Gestão de entregas

Ter informações em tempo real sobre o que acontece com as entregas não só no final do processo, mas também durante é fundamental para o planejamento logístico. A rotina de muitas empresas se resume a resolver problemas e apagar incêndios, principalmente por não perceberem que o maior problema pode estar justamente o planejamento e acompanhamento dos processos. Realizar um desenho de entregas que seja condizente com a realidade é desafiador mas não impossível.

No cenário de gestão de anomalias e devoluções, um sistema de gestão de entregas é capaz de tornar o planejamento logístico eficiente mesmo em casos de imprevisto. O sistema inteligente é capaz de tomar decisões e a tratativa entre motorista, aplicativo, cliente e central torna-se ainda mais rápida do que quando havia comunicação apenas por telefone.

Neste ponto podemos citar também a demanda do cliente em compreender o que está acontecendo com a sua entrega e ter visibilidade em tempo real. A possibilidade de ter controle sobre os horários de entrega e quem sabe até agendá-la é útil em muitos casos e conquista clientes que tenham essa necessidade.

Outra característica fundamental é a pontualidade e o monitoramento da qualidade. Sensores que permitam que a central tenha noção plena de tudo que está acontecendo com parâmetros como temperatura dentro do baú e horário de chegada do caminhão são a base para a satisfação do cliente.

3. Roteirizador

A característica mais importante em um roteirizador é a parametrização inteligente, ou seja, a capacidade do sistema de se retroalimentar com informações de outros sistemas, como é o caso do Gestão de Entregas, e ser capaz, por si próprio, de compreender através de dados gerados diariamente qual a melhor rota a fazer. O problema dos sistemas que ficam obsoletos muito rapidamente é quando pressupõe que as frotas são estáveis. Pelo contrário, se hoje um tipo de planejamento é eficaz, pode ser que amanhã já esteja completamente ineficiente quando não há esta atualização.

Outro ponto fundamental é a  , ou seja, realizar apenas uma otimização não é eficiente o bastante para que as simulações sejam realmente eficazes. Ter em mente diferentes cenários ajuda a entender onde estão os gargalos e quais ajustes precisam ser feitos para aumentar os ganhos. A consequência é a tomada de decisão mais rápida e um trabalho dinâmico e embasado em dados que representem a realidade. Dessa forma, os custos ficam mais palpáveis e trabalhar com ajustes torna-se fácil e preciso.

4. Controle de frotas

A digitalização de processos que são manuais representa ganhos expressivos no planejamento logístico. Uma ferramenta de gestão de frotas tem como objetivo zelar pelo patrimônio material da empresa, orientando sobre revisões e manutenções necessárias nos veículos. Como já mencionado, há sérios problemas de infraestrutura que precisam ser enfrentados no Brasil. Ter os caminhões em dia é o mínimo necessário para garantir que imprevistos relacionados ao funcionamento do veículo não ocorram. Afinal, de nada adianta realizar um bom planejamento da entrega se no meio do caminho um dos pneus furar por falta de manutenção adequada.  

Em um de nossos clientes, que possui frota de 190 veículos, com a implantação do sistema de gestão de frotas houve uma redução de 55% no tempo de inspeção dos pneus

apenas informatizando a gestão de checklists gestão da frota. No fim das contas, um problema que muitas vezes sequer é considerado como gargalo, acaba virando fonte de ganhos. Além disso, o sistema deve ser capaz de realizar controles de documentos do veículo, do motorista e tudo que possa ser relacionado com o ativo.

5. Controle de Jornada

A aplicação para controle de jornada veio para atender à demanda da Lei 13.103 mas vai além da simples obrigatoriedade de cumprimento. Ela vem para sanar o desafio de garantir a sanidade e segurança do motorista e, ao mesmo tempo, promover a qualidade do tempo de trabalho e eficiência durante as 10 horas de jornada. Sistemas que controlam jornada e que estão conectados com outros softwares fazem essa previsibilidade de entregas e adequar o tempo tornando-se fundamental para o resultado da operação.

Observando as cinco soluções apresentadas podemos perceber que o planejamento logístico está baseado em quatro pilares:

  • visibilidade em tempo real;
  • segurança da operação;
  • conectividade da cadeia;
  • nível de serviço.

Ao contemplar esses pontos está garantido que não haverá surpresas ou instabilidade na cadeia. Viver remediando erros e correndo atrás do prejuízo com certeza não deve ser uma prática aceitável. Afinal, se a execução está muito longe daquilo que foi pensado inicialmente é preciso garantir que o planejamento seja executável e que os gestores trabalhem para criar novas estratégias, e não para consertar erros.

Como visto, com o uso da tecnologia é possível fazer o gerenciamento de toda a cadeia logística em tempo real e realizar os ajustes  necessários a partir dos dados, fundamentais para resultados que não ignorem ganhos marginais e tenham clientes cada vez mais satisfeitos.